Precursores do Espiritismo

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PAINEL DE DISCUSSÃO



Objetivos:· Aprofundar um tema.· Demonstrar ao grupo como se processa uma discussão.· Despertar a capacidade de observação e avaliação.
Etapas:
· Escolhe-se cinco pessoas que demonstrem maior conhecimento com referente ao assunto a ser tratado.
· Esse subgrupo debate entre si o assunto, em voz alta.
· O restante do grupo observa em silêncio. · O grupo de observação avalia o painel e pode contribuir para enriquecer o assunto.

Harmonização - Paz interior

Respiração
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em conseqüência, maior vitalidade.
Visualização
A visualização pode ser usada para vários fins educativos e terapêuticos. É uma técnica utilizada pela Psicologia Transpessoal para libertar conflitos e facilitar o auto-encontro, ou seja, a sintonia com a própria consciência, desvelando os verdadeiros valores do ser.
Podemos também imaginar uma tela à nossa frente. Cada um projetará a imagem de uma paisagem agradável e repousante: um lago tranqüilo refletindo o luar, uma praia onde se ouve a cadência das ondas do mar, um riacho, um bosque florido etc.
Para os objetivos de nossas reuniões a visualização poderá ser orientada pelo coordenador com palavras simples, adequadas ao nível do grupo com que se trabalha. Podemos sugerir:

- Feche os olhos e sinta que você está num sereno mar azul; sinta que você está flutuando numa onda desse mar... está flutuando para cima e para baixo, suavemente, com toda a segurança... Escute o som do mar dentro de sua cabeça... o ritmo das ondas... tudo calmo e tranqüilo.

Agora o som está desaparecendo... e você está voltando com a onda, chegando à praia... e você abre os olhos, sentindo-se muito bem.
Durante a imagem criada na tela mental, deve-se procurar sentir a harmonia desse ambiente, “enquanto se deixa penetrar pelas forças ignotas da Natureza, facultando a sintonia com a Energia Divina, que se encontra em toda parte” (Joanna de Ângelis).
A visualização pode ser usada para reprogramar a mente com novas idéias, liberando conflitos. Orienta-nos Joanna de Ângelis em “Vida: Desafios e Soluções”. (pg. 147 - 1ª edição):
“Quando estiver estabelecido esse hábito deve-se visualizar um acontecimento agradável que se encontra guardado no inconsciente, retirando-o dali pela memória ativa e voltando a experimentá-lo de tal forma que se torna vívido e saudável, proporcionando o mesmo bem-estar daquela oportunidade ora passada. Esse expediente auxiliará a emoção a reviver cenas felizes, que estão sepultadas sob os desencantos e problemas acumulados, que ora constituem carga emocional muito desagradável e inquietadora. Com esse método fácil de reviver a felicidade, pode-se visualizar, também, momentos desagradáveis, ocorrências más, que deixaram resíduos ácidos e ressentimentos graves, desculpando o ofensor, distendendo-lhe o perdão, retirando-o dos arquivos do inconsciente e liberando-se para preencher o espaço com acontecimentos vitalizadores” .

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

JOGOS DE INTEGRAÇÃO



São dinâmicas de grupo úteis nos primeiros encontros do grupo. Possibilitam melhor conhecimento dos participantes e descontraem a fala. Deve-se ter cuidado para que sua duração não se prolongue, prejudicando o objetivo principal da reunião.Há os que não gostam de participar das dinâmicas seja por timidez ou outro motivo. Devemos convidá-los, mas não insistir em demasia, porque a participação, em qualquer dinâmica, deve ser voluntária. Nesse caso, é bom que avaliemos se não há falhas no desenvolvimento da atividade, tornando-a desinteressante, ou mesmo desagradável.
No decorrer do ano, mesmo o grupo já estando integrado, haverá alguns momentos em que caberá a utilização de uma dessas técnicas, pois “integração é um processo evolutivo, lento e que deve ser permanente” (Hilton Araújo).
Exemplos de jogos de integração:

- Coro de nomes

O grupo todo em círculo. Cada um, por vez, sai da roda, vai para o centro dela, diz o próprio nome ou apelido (se assim o preferir) duas vezes, em entonações diferentes, no que é, em coro, acompanhado em igual entonação por todo o grupo.
- Batata quente
Material: música (fitas), gravador, um objeto que represente a “batata quente”.
O grupo, em círculo, sentado. Inicialmente o coordenador explica o jogo. Ao som da música todos deverão colocar a “batata quente” na mão do participante da esquerda. Quando a música pára, aquele que estiver com a “batata” levanta-se, diz o nome do participante da sua esquerda e afirma:- Fulano é o meu novo amigo deste grupo.Quem for indicado, levanta-se e agradece por meio de um gesto.
- História animada
Distribui-se, aleatoriamente, crachás com o nome de todos os participantes e propõe-se a criação coletiva de uma história. O coordenador inicia e cada um, na sua vez, acrescenta uma ação que diz ser executada pelo participante correspondente ao crachá recebido.No decorrer da dinâmica, quando o nome de um participante for nomeado, este levanta-se para que todos o conheçam

terça-feira, 25 de outubro de 2011

TEMA BÁSICO: VALORIZAÇÃO DA PRÓPRIA VIDA - 2

TEMA BÁSICO:
VALORIZAÇÃO DA PRÓPRIA VIDA
OBJETIVO: Identificar medidas de segurança física.




1- Atividade Dinâmica
2- Harmonização Inicial
3- Atividade Introdutória
Mostrar o anexo 1 pedindo que as crianças observem a figura e identifiquem as brincadeiras perigosas e as que não são perigosas, justificando.
4- Atividade Reflexiva
4.1- Colocar as crianças em fila e à sua frente traçar dois espaços, limitados com uma linha ver-melha e outra verde. Será citada uma brincadeira. Se esta for perigosa, o primeiro da fila passará imediatamente para o espaço vermelho. Se não for perigosa, para o verde e assim por diante; cada um explicará porque achou que a brincadeira é ou não perigosa.
Perguntas:
É perigoso:
- jogar bola no campo de futebol?
- soltar balão?
- brincar com faca ou canivete?
- tomar banho?
- brincar com fogo?
- soltar bombinhas?
- mexer na casa de abelha ou marim-bondo?
- assoviar?
- puxar o rabo do cachorro?
- chutar garrafa?
- tomar remédio sem falar com a mãe?
- cantar no banheiro?
- brincar em lugar abandonado?
- apanhar coisa no lixo para brincar?
- andar de “skate” na rua sem olhar os car-ros?
- brincar perto de fios elétricos?
- brincar de peteca com amigos?
- brincar longe de casa?
4.2- Perguntar às crianças se conhecem algum amigo que ficou machucado com uma brincadeira perigosa. Ouvir as crianças. Estimular a participação do grupo pedindo outros exemplos de brincadeiras e suas conseqüências.
4.3- Narrar a história: a fórmula mágica
4.4- Avaliar a compreensão através das perguntas.
– Por que Mimi ficou doente?
– Devemos dar qualquer alimento para nosso bichinho de estimação?
– Podemos comer qualquer planta? Por quê? Existem folhas gostosas que fazem bem à saúde? Quais?
– Podemos colocar qualquer coisa na boca? Por quê?
4.5- Concluir que a nossa vida é muito importante e devemos tomar os cuidados necessários.
5- Atividade Criativa
Apresentar cenas em quadrinhos que possibilitem a criação de uma história sobre medidas de segurança física. Pedir às crianças que falem sobres a cenas (anexos 2 e 3).
6- Harmonização Final/ Prece
6.1- Da forma habitual. Visualizar um raiozinho de luz que desce lá do alto e ilumina todo o corpo.
6.2- Meditar:
Minha vida é muito importante. Vou cuidar bem de mim.


7- Auto-Avaliação

A FÓRMULA MÁGICA


Pedrinho estava muito atento à leitura do livro.
– Foi um grande achado, uma obra rara! falava o menino consigo mesmo.
Havia fórmulas mágicas para quase tudo: para crescer depressa, para ficar mais inteligente, mais gordo ou mais magro, mais valente... Esta, sim, interessou muito a Pedrinho. Ele queria ser como um Super-Herói.
O menino saiu à procura dos ingredientes da fórmula mágica.
· 200 gramas de açúcar
· 100 gramas de pó branco
· um punhado de folhas verdes picadas
– Tudo muito fácil, falou Pedrinho. Açúcar? É só apanhar na despensa. Folhas verdes? Há muitas no jardim. O pó branco... Ah! sim, a mamãe tem uma gelatina incolor que deve servir.

Fig.1-
Pedrinho juntou tudo, colocou numa panela com água e fez foguinho no quintal para não ter que dar explicações à mamãe. E alguns momentos depois:
– Tudo pronto! A fórmula está perfeita. Agora é só...
Pedrinho parou pensativo:
– Será que vai dar certo?... Acho melhor fazer primeiro uma experiência, falou Pedrinho com os olhos no Mimi, o seu gatinho travesso. Será que ele vai beber? Mimi é meio enjoado. Já sei. Vou colocar um pouco dessa mistura no leite do Mimi e ele nem vai perceber.
Pedrinho falou e fez.

Fig.2
Ao entardecer, o menino percebeu que Mimi estava diferente, meio triste e parado. “Será efeito da fórmula? Vamos aguardar” - pensou Pedrinho.
Duas horas depois Mimi estava visivelmente doente, com os olhos meio fechados e sem forças para manter-se de pé. Pedrinho começou a ficar aflito. Tentou animar o gato, chamá-lo para brincar... mas nada acontecia.
– É, não tenho outro jeito senão contar tudo à mamãe - falou Pedrinho.
Fig.3-
Enchendo-se de coragem, o menino contou à mãe o que fez. D. Marta examinou a situação: o açúcar e a gelatina não fariam esse mal, mas as folhas verdes... algumas são venenosas.
Pedrinho foi ao jardim tentar lembrar-se das folhas que usou. D. Marta assustou-se. Pegou Mimi e correu para o veterinário. A vida do gato estava em perigo.
Mimi ficou internado na clínica para tratamento. Pedrinho ficou muito triste.
Numa manhã, o veterinário telefonou para D. Marta avisando que Mimi não precisava mais ficar na clínica, podendo voltar para casa.
– Conseguimos salvar sua vida - disse o veterinário ao despedir-se de D. Marta e de Pedrinho.

Fig.4-
Retornando à casa o menino correu ao esconderijo das suas aventuras e logo entregou à mãe o livro das fórmulas mágicas. Não desejava mais fazer nenhuma daquelas brincadeiras.
A vida é muito importante!

Ilustrações: A Fórmula mágica

 Fig 1


 Fig 2


 Fig 3


 Fig 4


 Anexo1


 Anexo 2


 Anexo 3








segunda-feira, 24 de outubro de 2011

HISTÓRIAS



Entre os recursos que Jesus mais utilizou para ensinar grandes verdades está a história. Histórias simples, da vida cotidiana do povo de sua época, a que chamamos parábolas.
Para a Educação do Ser Integral a história é um recurso muitíssimo valioso porque:
ü agrada a todas as idades;
ü estimula a imaginação, a emoção, o pensamento lógico, ativando tanto o hemisfério cerebral direito quanto o esquerdo;
ü auxilia na configuração mental do que ouve;
ü é uma linguagem emocional que auxilia na compreensão de um assunto e na liberação de tensões;
ü pode auxiliar na resolução de conflitos emocionais por possi-bilitar a identificação do ouvinte com o problema evidenciado e com sua solução;
ü fixa os conteúdos através de imagens que perduram por mais tempo na memória;
ü pode desencadear inúmeras atividades de criatividade.

Quando o educador faz só o apelo ao intelecto nem sempre capacita o educando a sentir, a perceber o “imponderável”. Só o apelo à emoção é manipulação, não contribuindo para a libertação espiritual. A história favorece o sentir e o discernir.
A narração de uma história não é um processo passivo, pois o narrador vai dialogando com o ouvinte, suscitando suas reações, levando-o a refletir.
n Qualidades de Um Contador de Histórias
ü Contá-la com expressão viva, alegre e sugestiva, emocionando-se com os episódios narrados. O tom de voz adequado, claro e agradável é de máxima importância.
ü Conhecer bem o enredo. Não hesitar, ou interromper a narrativa por não saber a continuidade da história.
ü Contar sem gesticulação exagerada. O exagero pode sacrificar o efeito da narrativa, pois as crianças passam a interessar-se mais pela técnica do que pelo conteúdo. Os gestos devem ser sóbrios, simples, mas expressivos, sem monotonia, acompanhando o enredo.
ü Manter condições favoráveis à atenção dos ouvintes, através de providências antes e durante o desenrolar da narrativa, tais como:
- Evitar barulhos próximos, entrada e saída de pessoas etc.
- Não interromper a narrativa com advertências. Faça um sinal significativo ou dirija um olhar ou sorriso, mas não pare para repreender.
- No caso de ser interrompido com uma observação, concorde com um sorriso, se for o caso, ou faça um gesto para que aguarde. Concluída a narração, dê a oportunidade para que o outro fale. Use sempre tato e bom senso nesse relacionamento.
ü Procurar corrigir-se de hábitos como: fechar os olhos, abrir a boca, fazer trejeitos, evitar os cacoetes, defeitos de dicção e estribilhos, tais como: compreendeu?, escuta..., sabe?, aí...
ü Dispensar aos ouvintes a mesmo atenção. Tratá-los com igual simpatia, sem concentrar sua atenção a um grupo limitado de ouvintes.

Harmonização ao final da reunião

Harmonização ao final da reunião
Este momento tem por objetivo proporcionar vivências de bem estar e paz interior. Associamos a música, o relaxamento corporal e a respiração ritmada. Podemos utilizar a técnica das imagens mentais (visualização) para ajudar na eliminação de conflitos emocionais e sentimentos negativos, procurando substítui-los por emoções mais felizes e harmoniosas, geralmente relacionadas com o objetivo da reunião. Vamos detalhar os procedimentos.
1-Música
O coordenador, depois de explicar os objetivos, colocará música suave, tranquilizadora (“New Age”, clássica ou religiosa, de preferência instrumental). Todos ouvem em silêncio. Principalmente no trabalho com crianças, pode-se variar os recursos sonoros, como, por exemplo, vibrar um instrumento, diminuindo sua intensidade até que o som desapareça. Pedir que ouçam atentamente.
Relaxamento
Sugerir que cada um procure sentar-se confortavelmente. Buscar o maior relaxamento. Começar pela atenção a determinadas partes do corpo: testa, olhos (de preferência cerrados), face, ombros, etc. descendo até os dedos dos pés.
Com crianças pequenas, o relaxamento, o silêncio e a concentração devem ser estimulados por meio de situações como: “fazer o silêncio para ouvir o barulhinho das águas ou o canto dos pássaros” (gravado em fita), “relaxar como um bonequinho mole, mas sentando-se com boa postura, bem quieto, com os olhos fechados e sentindo-se bem”.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Como tornar uma historia ainda mais atraente

         ü  Introduzindo  versinhos musicados no decorrer ou no final da narrativa.
ü  Não explicitando a “moral” da história, ao final. Ajude o ouvinte a tirar suas próprias conclusões, através de perguntas que estimulem a reflexão.
ü  Conversando, ao final, para verificar o impacto causado e prolongar o clima emocional.
ü  No caso de ser interrompido com uma observação, concorde com um sorriso, se for o caso, ou faça um gesto para que aguarde.
Evitando fazer observações a respeito de detalhes da gravura.
ü  Variando os recursos para sua apresentação:
- usando gravuras;
- usando livros;
- com flanelogravuras;
- com tabuleiro de areia;
- com teatro de vara, sombra e outros;
- desenhando a narrativa
- com personagens confeccionados por dobraduras;
- usando um fantoche para animar
- com interferência de palavras, frases, músicas ou
   onomatopéias pelo narrador ou pelos ouvintes;
- com trava-línguas;
- com histórias criadas pelo próprio educando, individual
   ou coletivamente;
- através de gravação dramatizada.
Observações:
- A flanelogravura é adequada às histórias em que os personagens entram e saem do cenário em momentos diferentes. Cada personagem só é colocado no flanelógrafo no momento do seu aparecimento na narrativa e retirado quando sai da cena. O flanelógrafo, assim, possibilita o movimento dos personagens.
- O tabuleiro de areia também favorece a movimentação dos persona-gens e possibilita a percepção de profundidade.
- Quando a história apresentar poucos personagens e poucos detalhes, pode-se torná-la mais interessante confeccionando dobraduras, desenhos, modelagem etc., à medida que for sendo narrada.

DINÂMICAS DE GRUPO

São procedimentos sistematizados a fim de se obter uma ação grupal eficaz.

Exemplos de dinâmicas de grupo:

n A Representação

Objetivos:· Refletir sobre um tema com a participação de todos. · Ajudar as pessoas de um grupo a comunicarem suas idéias. · Representar uma situação através de dramatização.
Etapas:· Escolhido o (s) tema (s), dividir o grupo em dois subgrupos para a representação. · Cada subgrupo  inventa a sua história, distribui os personagens e ensaia a representação. · Fazer a representação diante do grupo. · Refletir sobre a representação feita.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

HARMONIZAÇÃO - UM CAMINHO DA PAZ INTERIOR

Todos nós sabemos das dificuldades de aprender quando estamos tensos, angustiados ou dominados por uma forte emoção. Ao contrário, nossas possibilidades mentais parecem ampliar-se e, de fato ampliam-se, quando estamos tranqüilos.
E´ importantíssimo que o coordenador dos encontros compreenda o fenômeno emoção. O “Novo Dicionário Aurélio” assim define emoção: “reação intensa e breve do organismo ao lance inesperado, a qual se acompanha de um  estado afetivo de conotação penosa ou agradável”. A emoção é, portanto, um estado temporário de espírito. Tornando-se permanente, transforma-se em sentimento, bom ou mau. Por exemplo: a raiva é uma emoção. Cultivada permanentemente transforma-se no sentimento rancor ou ódio.
Tudo que atinge a emoção atinge o ser integralmente. As más emoções geram distúrbios emocionais, físicos e espirituais. As boas emoções  iluminam a vida, beneficiam todo o ser. Para termos boa saúde física e mental, temos que eliminar as emoções destrutivas e cultivar as emoções elevadas.
. Harmonização ao início da reunião
Os participantes, quaisquer que sejam suas idades, ao chegarem para a reunião, podem trazer preocupações do cotidiano, ou mesmo estar com a mente agitada por graves problemas ou emoções intensas, o que os impedirá de centrarem sua atenção nas atividades. Essas tensões prejudicam também  a  saúde física, emocional e espiritual que buscamos promover. E’ importante, assim, um momento de harmonização, de aquietação das emoções.
A harmonização pode ser favorecida por alguns meios, como por exemplo, canto; respiração ritmada; relaxamento muscular; ouvindo música tranquilizadora; ou assistir à projeção de “slides” ou vídeo com uma seqüência de imagens agradáveis e repousantes; estímulos auditivos como: barulho de água correndo, canto de cigarras ou de pássaros. São alguns minutos de busca da paz íntima, o que irá beneficiar todo o ser.
(Apostila Lar Fabiano de Cristo)


TEMA BÁSICO: CORAGEM E PERSEVERANÇA - 4 (crianças de 8 a 12 anos)

TEMA BÁSICO:
CORAGEM E PERSEVERANÇA
OBJETIVO:
Distinguir coragem, força interior para enfrentar dificuldades, da ousadia, arriscar a vida sem motivo justo.            

crianças de 8 a 12 anos




1. ATIVIDADE DINÂMICA
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Apresentar o anexo1. Dizer que as duas pessoas estão sentindo medo. Questionar:
– No primeiro quadro há uma situação real de perigo. O medo é, nesse caso, uma emoção que protege, pois leva a fugir ou enfrentar o perigo para preservar a vida.– E no segundo caso, o perigo é real? Por que a pessoa sente medo do que não é perigoso?
4- ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1- Ouvir o grupo. Ressaltar que há medos que são resultado da nossa imaginação, inclusive de  crendices que passam de geração a geração.
4.2- Narrar: A CASA MAL-ASSOMBRADA.
4.3- Promover um debate a partir da história:
– Por que a casa era considerada mal-assombrada?– Por que os meninos tinham medo de ir até a casa?– Por que Roque não teve medo?– O mistério da casa foi esclarecido?– O final da história foi feliz?– Valeu a coragem do Roque?– Que perigos reais Roque poderia ter enfrentado naquele lugar?
4.4- Conversar sobre a cautela que devemos ter diante dos perigos reais. Dar exemplos.
4.5. Pedir ao grupo que fale livremente sobre os medos imaginários (sem perigo real) mais freqüentes. Em seguida, esclarecer que podemos libertar-nos de medos:
Ü  pela razão, que nos mostra a inexistência de perigo. Exemplo: medo de barata.Ü pela visualização da situação que nos causa medo, imaginando que se enfrenta com coragem e serenidade a situação. A repetição dessa experiência liberta-nos emocionalmente do medo, sem a angústia da situação real.Ü adaptando-se progressivamente à situação.
Exemplos:
· Quem tem medo da escuridão, dormir com um ponto de luz fraca até poder retirá-lo.· Quem tem medo de barata, ficar próximo a quem vai matá-la.
Ü pela oração, que nos fortalece e atrai ajuda superior.
4.6- Concluir que alguns medos são comuns na fase infanto-juvenil e a coragem desenvolve-se durante a vida, na medida em que ganhamos autoconfiança  e domínio sobre as emoções.
5- ATIVIDADE CRIATIVA
5.1- Dividir o grupo em dois ou três subgrupos para realização de vivências corporais. Explicar que serão apresentadas situações “difíceis”. Para cada uma, o subgrupo designado terá de buscar com “coragem” uma solução.
Enquanto você dormia, alguém derramou uma vasilha de cola bem forte sobre suas pernas e elas ficaram coladas. Você não pode descolar as pernas ao enfrentar os desafios que surgirão.

Observação: Providenciar, antecipadamente, para que o chão esteja o mais limpo possível.
Desafio n.o 1:
Você precisa sair de casa e andar até um hospital próximo.
Desafio n.o 2:Você precisa passar por baixo de uma cerca de arame farpado colocada a 40cm do chão. (Usar uma corda suspensa nessa altura).
Desafio n.o 3:
Deitado de costas, você precisa seguir com o olhar o trajeto feito por um pássaro.
5.2- Ao final, solicitar aos subgrupos que falem sobre as dificuldades encontradas e por que a coragem ajuda a resolver os problemas que encontramos.
6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
6.1- Explicar que cada um deverá pensar numa situação que lhe dá medo. Fazer o relaxamento da forma habitual. Sentir-se com coragem e tranqüilidade, enfrentando a situação.
6.2- Meditar:
Jesus, encoraja-me para vencer minhas aflições.
                                                
7- AUTO-AVALIAÇÃO

A CASA MAL-ASSOMBRADA


Fig.1- Em um belo bosque de eucaliptos havia uma casa grande e velha que estava sempre fechada.
Os moradores mais próximos diziam que era mal-assombrada. À noite, via-se, através das janelas, fantasmas voando pela sala. Barulhos estranhos como gemidos sinistros partiam de um dos cômodos. Falavam que também se via, na escuridão da noite, dois olhos macabros.
Certo dia um grupo de meninos, em férias, resolveu fazer um piquenique no bosque, próximo àquela casa.
Fig. 2- Quase no final do dia, quando já começava a anoitecer, um dos meninos fez, zombeteiro, um desafio.
– Quero ver quem tem  coragem de ir sozinho até a casa mal-assombrada e  enfrentar o monstro e os fantasmas que vivem lá dentro.
Roque, um menino de onze anos, falou calmamente:
– Monstro não existe, nem fantasmas. Os que morrem são espíritos, como nós, apenas sem o corpo físico. Aqueles perigos, portanto, não existem e eu não posso ter medo do que não existe. Vou até lá, observarei se há outros perigos e conforme for, até entro na casa. Volto em seguida.
A turma bateu palmas aprovando a decisão.
Fig. 3- Roque dirigiu-se para o local da casa. Ninguém teve coragem de acompanhá-lo.
Passaram-se muitos minutos e Roque não voltava. Os meninos, preocupados, começaram a sentir remorso de tê-lo deixado ir sozinho... Já estava escuro e precisavam regressar às suas casas.
Resolveram, então, que todos iriam juntos ver o que tinha acontecido ao Roque. Apesar do medo, era dever deles não abandonar o colega.
Fig.4- Com cuidado aproximaram-se da casa e olharam pela fresta de uma  janela. Qual não foi a surpresa!?
Viram Roque alimentando um menino doente, que gemia numa cadeira de rodas. Um dos meninos chamou Roque, baixinho.
Roque correu para a porta, pedindo que todos entrassem. Explicou o que acontecia ali. Estava solucionado o mistério da casa mal-assombrada!
Ali morava um menino deficiente e mudo que vivia numa cadeira de rodas. Seu pai saía muito cedo para o trabalho, em local bem distante e deixava alimento e água junto ao filho. Este sentia, com freqüência, dores pelo corpo e gemia, às vezes, muito alto.
No lado do sol, todos os móveis eram cobertos por lençóis velhos para que o calor intenso não rachasse a madeira nem o verniz. Nas horas em que o vento era mais forte os lençóis  movimentavam-se, o que se podia ver através das vidraças.
Um velho gato era a única companhia do menino doente e à noite, quando seu pai chegava, soltava o animal. Os olhos “macabros” eram do gato, que ficava rondando a casa.
Fig.5- A partir desse dia, o menino doente ganhou amigos, pela primeira vez em sua vida.
Todas as semanas, um deles passava parte do dia com ele, ajudando-o e distraindo-o. O pai de um dos meninos era médico e passou a tratar o doente, que melhorou muito e já não gemia.
Naquela cidade nunca mais se falou com medo em casas mal-assombradas. E graças ao conhecimento, à coragem e à bondade de um menino de apenas onze anos!

Ilustração; A CASA MAL-ASSOMBRADA

 Anexo 1


 Fig 1


 Fig 2


 Fig 3


 Fig 4


 Fig 5



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

TEATRO DE SOMBRA



Material
ü cartolina preta
ü
tesoura
ü
lápis
ü
arame flexível
ü
fita crepe
ü caixa de papelãoü papel vegetalü 2 lâmpadas transparentes ligadas à eletricidade
Modo de fazer- Pegue a cartolina e desenhe a silhueta do personagem que se deseja animar.- Recorte os personagens.- Prenda atrás um fio flexível, com fita crepe ou durex, de modo a possibilitar o manejo das silhuetas.- Pegue a caixa de papelão e abra um quadrado ou retângulo (dependendo do formato da caixa) no fundo. Prenda neste espaço vazado o papel vegetal bem esticado.- Coloque do lado de dentro do palco duas lâmpadas transparentes de 40 ou 60 Watts, uma de cada lado.- Querendo figuras  coloridas, cobrir as latas com papel celofane na cor desejada ou fazer silhuetas vazadas em papel colorido.
 

DIÁLOGO



É talvez a técnica de comunicação mais usada pelo educador.
A capacidade de dialogar deve ser aprimorada pela atenção ao interlocutor, pela sensibilidade para se perceber o não dito, isto é, os sentimentos verdadeiros que estão por detrás da fala, pela capacidade de interromper no momento certo, de resumir as opiniões do grupo e de argumentar  convenientemente.

O diálogo é o instrumento essencial na educação das emoções, para ajudar a identificá-las e oferecer apoio emocional a fim de que o educando fale sobre elas. Ouvir compreensivamente é o segundo momento do diálogo. As vezes, é suficiente para o arrefecimento das emoções em desequilíbrio. No momento seguinte, o educador retoma a fala para indicar os excessos e sugerir uma forma mais adequada de expressar as emoções. Na ocasião oportuna, é importante ajudar a perceber também o sentimento do outro, assim como as conseqüências físicas, sociais e espirituais das emoções em descontrole.

Quando uma criança está excessivamente perturbada por  uma emoção, é necessário levá-la para um lugar onde possa relaxar e ocupar-se com algumas atividades que goste. Só depois de acalmar-se é que podemos iniciar o diálogo. O educador também precisa saber controlar sua ansiedade, nesses momentos, para não perder o autodomínio. Geralmente o sentimento do educando é tocado quando nos relacionamos de maneira empática e sincera. Vamos percebendo que, aos poucos, a estrutura psíquica em desequilíbrio vai-se transformando. Educar emoções e sentimentos é educar o Espírito, com reflexos em todo o ser. Constitui, assim, conteúdo e objetivo da ação educativa holística.

Cabe ao educador conscientizar-se da importância da sua capacidade de dialogar e aprimorá-la, aprimorando também seus sentimentos, pois “a boca fala do que está cheio o coração”.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Atividade recreativa: Anel

Anel
As crianças sentam-se em círculo com as mãos em concha. Uma criança vai de mão em mão, fingindo colocar o anel, o que faz, de fato, apenas nas mãos de uma criança. As outras observam. Ao final pergunta-se: “Com quem está o anel?”.Quem acertar passará o anel.

Atividade recreativa : Adivinhe se puder


Adivinhe, se puder
Crianças em círculo e uma é destacada. O educador escolhe alguém do grupo ou não, para ser descoberto pelo que saiu da sala. Este, ao ser chamado, começa a fazer perguntas para que possa identificar:
– E homem ou mulher?– Está na roda ou em outro lugar?– Loura ou morena?Continua a perguntar até adivinhar, ou não, e o jogo prossegue, destacando-se outra criança.

Atividade recreativa: Berlinda

- Berlinda
As crianças sentam-se em semi- círculo; uma vai para a “berlinda”, em lugar afastado, e outra fica de pé.
Esta pergunta aos colegas: “Por que é que Fulano está na berlinda?”. Cada um dá sua explicação: “porque é inteligente”, “porque é levado”... Ao final, a criança destacada é chamada e a outra repete-lhe o que os companheiros falaram mas sem indicar quem falou. Quem estava na “berlinda”, escolhe uma dessas explicações e o autor identifica-se trocando de lugar com ela. A brincadeira recomeça.

TEMA BÁSICO:AMOR: DO EGOCENTRISMO AO ALTRUÍSMO - 1


TEMA BÁSICO:
AMOR: DO EGOCENTRISMO AO ALTRUÍSMO
OBJETIVOS:
Desenvolver sentimentos de amorosidade nas ações da vida cotidiana.


1. ATIVIDADE DINÂMICA:
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Com as crianças sentadas na rodinha, dizer que enquanto ouvem a música vão passar de mão em mão dois objetos, um para cada lado. De repente, suspende-se a música e quem estiver com um dos objetos deverá dizer: - Gosto de....... (nome do colega que está com outro objeto) porque ele é.......... (dizer uma coisa boa, uma qualidade do amigo). O colega indicado faz o mesmo. A atividade continua.
4- ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1- Comentar sobre a atividade e perguntar:
– Você gosta quando um amigo o ajuda?
– Será que todos gostam?
4.2- Narrar: os amiguinhos do bosque
4.3- Perguntar:
– Por que a formiguinha estava triste?– O que fez o passarinho quando viu a formiguinha triste?– Como a abelha alegrou a formiguinha?– E a formiguinha foi gentil com ela?– Uma pessoa que não é gentil, que briga, consegue ter amigos?– Todos os animais ficaram felizes? Por quê?– Quando ajudamos alguém nosso coração fica feliz?
5- ATIVIDADE CRIATIVA
Convidar três crianças voluntárias para fazerem a expressão corporal da história. Colocar as máscaras dos personagens (anexos 1,2 e 3). Ler pausadamente a história para que as crianças possam representá-la. No final todos os colegas se confraternizam em torno da mesa do lanche.
6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
6.1- Visualizar uma flor bem bonita. Pensar numa pessoa que está zangada com você. Dar essa flor para a pessoa. Ver que a pessoa ficou feliz e você também.
6.2- Meditar
Quero bem ao meu amigo.

7- AUTO-AVALIAÇÃO

OS AMIGUINHOS DO BOSQUE

Fig.1- A formiguinha estava triste, chorando, sentada na pedra da Estrada do Mato Verde.
Naquele momento passou por ali, cantando, um passarinho muito feliz.
O passarinho feliz viu a formiguinha triste. Pousou num galho, pertinho da formiga e perguntou:
– Por que você está chorando, formiguinha?
– Estou triste porque não tenho amigos com quem brincar, respondeu a formiga.
O passarinho abraçou a amiga, consolando-a e falou:
– Vou arrumar-lhe uma amiga.
O passarinho saiu à procura da abelha, que também andava triste porque não tinha amigos.
Fig.2- Assim que o passarinho a encontrou, falou:
– Abelhinha, você quer ganhar uma amiga?
–Quero, quero! Que devo fazer? Falou a abelha cheia de alegria.
– Seja só uma boa amiga, mostre alegria em estar com ela e procure ajudá-la quando ela precisar.
A abelha ficou contente e saiu voando para recolher um pouco de mel.
Fig.3- Pouco depois a abelha levou o mel de presente para a formiguinha triste. E a formiguinha triste ficou alegre.
Todas as semanas, a formiguinha e a abelha estudavam e brincavam juntas. E ainda convidavam um novo amigo.
Fig.4- A formiguinha sabia fazer uns bolinhos de folhinhas roxas, deliciosos e convidou a abelha para prová-los.
Fig.5- As duas amigas arrumaram a mesa para o lanche, convidaram outros amiguinhos e se reuniram com muita alegria. O mel era tão doce e os bolinhos tão gostosos que logo ficaram famosos em toda a vizinhança!

ilustrações da historinha: OS AMIGUINHOS DO BOSQUE

Fig 1


Fig 2



Fig 3



Fig 4



Fig 5




Anexo1

  

Anexo2


Anexo 3

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TEMA BÁSICO: CORAGEM E PERSEVERANÇA 2 ( jovens e adultos)

TEMA BÁSICO:
CORAGEM E PERSEVERANÇA
OBJETIVO:  Reconhecer que a perseverança é condição indispensável para o progresso.




1. ATIVIDADE DINÂMICA
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Todos de mãos dadas, em roda e voltados para fora. Pedir que todos se voltem para dentro da roda sem soltar as mãos. Podem experimentar e trocar idéias, até conseguir. Incentivar o grupo. (A solução é sair da roda, passando pelo espaço entre dois participantes, que levantarão os braços, possibilitando a passagem de todos sem soltar as mãos).
4. ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1- Estimular o grupo a falar sobre a experiência para que concluam que:
Ü Sempre há uma solução para resolver ou melhorar situações difíceis.Ü Não devemos ter medo de tentar, de experimentar, depois que estudarmos as possíveis soluções e escolher a que nos parece melhor.Ü Freqüentemente necessitamos de trocar idéias para acharmos a solução dos problemas.
4.2- Dizer que apresentará dois casos para que o grupo os compare e destaque acertos e erros.
Caso no 1:
Uma jovem senhora ficou viúva com três filhos pequenos e precisou trabalhar para sustentar a família, pois a pensão era apenas de um salário.
Decidiu aprender costura para trabalhar em casa e poder cuidar dos filhos. Logo nas primeiras aulas achou que não tinha jeito para costura e desistiu. Aprendeu, então, a fazer doces e salgados.
No dia em que recebeu o dinheiro de sua pensão comprou o material necessário, fez deliciosos salgados, arrumou-os em quatro pratinhos, levando cada um para uma pessoa conhecida que poderia fazer-lhe encomendas. Pouco a pouco, elas chegaram e foram sempre aumentando. Mas aquela jovem senhora queixava-se de que as pernas doíam porque tinha muitas varizes e que assim não poderia ganhar a vida. Além disso a renda era irregular: havia meses em que ganhava muito e outros meses em que ganhava pouco. Foi deixando de aceitar encomendas. E lamentando-se sempre que era impossível viver só com a pensão de um salário...


Caso no 2:
Joelson sempre quis fazer parte de um time do seu clube. Queria ser atleta mas o porte franzino não o ajudava. Conseguiu, no máximo, ser o segundo reserva. Um dia, na falta do artilheiro e do primeiro reserva, Joelson entrou em campo. Um passe mal feito trouxe um gol do time adversário.
Joelson não conseguiu mais chance no time de futebol. Algum tempo depois tentou o time de basquete mas não revelou nenhum talento e foi esquecido. Mas Joelson estava decidido a ser atleta.
Observou onde estavam suas falhas e resolveu eliminá-las. Dizia sempre: “querer é poder”.
Improvisou uma cesta de basquete feita com arame, prendeu-a numa haste e passou a atirar bolas, durante todas as suas horas livres. Treinou muito. Passou também a fazer exercícios regulares de ginástica e conseguiu até crescer um pouco.
Um ano depois Joelson integrava o time de basquete do seu clube. Era um jogador muito ágil que obteve muitos títulos de campeão.


4.3- Dialogar com os participantes analisando:
- as atitudes certas e erradas do caso no 1.- as atitudes de Joelson (caso no 2) para alcançar o seu objetivo.
4.4- Ressaltar que:
Ü Quando temos bons propósitos a consciência nos sugere os meios para atingi-los, mas a  perseverança é indispensável para vencermos as dificuldades que surgem dentro e fora de nós.Ü O fracasso é causado, quase sempre, por uma dificuldade íntima e não por uma situação externa.Ü A ansiedade e a precipitação são inimigas da perseverança. Elas podem gerar desespero e até o suicídio. E quantas vezes a solução já estava a caminho!...Ü Por isso Jesus, ensinou: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mateus: 10, 22).Ü Para termos perseverança é preciso fortalecer a vontade. Quem tem vontade fraca parece uma flor murcha, que não revela sua beleza (anexo 1a). Quem tem vontade forte, tem determinação e assemelha-se a uma flor saudável, cheia de viço (anexo 1b).
4.5- Pedir que prestem atenção aos versos que serão lidos, parte da poesia “Eu sou aquela mulher”, de Cora Coralina (anexo 2).
“Eu sou aquela mulhera quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vidae não desistir de lutarrecomeçar na derrotarenunciar a palavrase pensamentos negativos.”
4.6- Refletir sobre a força interior dessa mulher que, nas mais difíceis condições de vida  (favelada, negra, analfabeta durante muito tempo), conseguiu vencê-las e consagrar-se poetisa. Diz o Apocalipse (2, 10):
“Não temas as coisas que tens de sofrer.”

Pensar, em seguida:
– O que eu posso melhorar na vida se perseverar? (tempo para refletir)  
– Para perseverar, o que preciso vencer em mim: a preguiça?  o egoísmo?  o orgulho?
o medo? a agressividade? (tempo para refletir)
5. ATIVIDADE CRIATIVA

Distribuir papel e lápis preto ou hidrocor. Propor que cada um faça um desenho (um monstro, por exemplo) que represente aquela dificuldade íntima que o impede de perseverar e melhorar a vida.

 6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE

6.1- Sentar em círculo com o desenho à frente ou no colo. Proceder o relaxamento. Pedir que cada um se sinta acordando uma força interior que estava adormecida... é a força de vontade... que vai ajudar a vencer o que há de errado dentro de si.
6.2- Pedir que cada um amasse o seu desenho, destruindo o “monstro” da sua negatividade.
6.3- Meditar:
Querer o bem é poder. “Tudo posso naquele que me fortalece”.

7- AUTO-AVALIAÇÃO

IMAGENS


Anexo 1A e Anexo 1b

Anexo 2

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

TEMA BÁSICO: CORAGEM E PERSEVERANÇA 3 (crianças de 8 a 12 anos)

TEMA BÁSICO:
CORAGEM E PERSEVERANÇA
OBJETIVO:
Distinguir coragem, força interior para enfrentar dificuldades, da ousadia, arriscar a vida sem motivo justo.     





1. ATIVIDADE DINÂMICA: sugestões no MA-03 e MA-05.
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Apresentar a seguinte situação:
Um rapaz caminhava sozinho por uma estrada deserta numa tarde em que um temporal estava prestes a desabar. Os raios a todo instante cortavam o céu. Os estrondos dos trovões eram assustadores. Na estrada só havia algumas árvores e alguns postes de luz. O vento tornou-se mais forte e quase impedia a caminhada do rapaz. Ele estava justamente no meio do caminho e a distância seria a mesma, tanto para retornar, quanto para seguir em frente.

Observação: O grupo poderá fazer a expressão corporal da situação descrita.
4. ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1- Apresentar as seguintes questões:
– Cada um procure sentir-se no lugar desse rapaz. Nessa caminhada será necessária a coragem, mas também o conhecimento dos perigos. Onde o rapaz não deve ficar por ser perigoso?
4.2- Ouvir o grupo e, se ainda necessário, esclarecer que árvores e postes atraem os raios, sendo muito  perigoso ficar junto a eles. Tendo como referência a situação apresentada, observar que:
Ü Ser corajoso é enfrentar com serenidade as dificuldades que surgem na vida.Ü Evitar perigos, sempre que possível, é agir com prudência, o que não significa falta de coragem.Ü Não devemos arriscar a própria vida, inutilmente, ou quando não se tem condições de salvar outra vida.
4.3- Através dos exemplos abaixo, ajudar a distinguir coragem(a) de ousadia(b).
 a- Um pescador está em seu barco e vê alguém em dificuldade no mar. Ele rema mais rápido para tentar socorrer essa pessoa. b- Você  vê  uma  pessoa  afogando-se no mar. Você não  chama  ninguém  para socorrê-lo e joga-se no mar porque nada bem. Você é uma criança e ele um adulto.
4.4- Narrar: A CORAGEM DE QUINZINHO.
4.5- Discutir com o grupo a atitude de Quinzinho e as qualidades que revelou possuir.
4.6- Concluir que:
Ü Ser corajoso não é ser “valentão”, ao contrário é ter calma nas horas difíceis e agir guiado pela consciência.
Ü Ser corajoso é conseguir vencer a preguiça, a irritação e todas as más tendências.
Ü Jesus demonstrou coragem em todas as situações e foi sempre tranqüilo e bondoso.
5- ATIVIDADE CRIATIVA
5.1- Distribuir lápis, canetas e papel, pedindo que cada um desenhe os seus “medos” e a si próprio, porém enfrentando-os com coragem. Pedir que usem cores.
5.2- Quem desejar, apresenta e fala sobre o seu trabalho. A atitude do educador será apenas de observação e estímulo, sem críticas, pois qualquer medo é real para quem o sente.
6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
6.1- Proceder o relaxamento da forma habitual. Visualizar uma paisagem repousante... sentir a paz do ambiente... sentir-se tranqüilo, com um sentimento de decisão e coragem para vencer a preguiça... a  irritação... a tristeza...
6.2- Meditar:

Tenho coragem para vencer o medo...
Tenho coragem para vencer a irritação...
                          Observação: O educador fará as citações adequadas ao grupo.
7- AUTO-AVALIAÇÃO