Precursores do Espiritismo

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domingo, 19 de agosto de 2012

Tema Basico - A BUSCA DA VERDADE (3)


OBJETIVO:
Despertar o interesse para a busca das verdadeiras riquezas do Ser.

1. ATIVIDADE DINÂMICA
CORO DE NOMES
O grupo todo em círculo, com as mãos nos ombros uns dos outros, cada um por vez sai da roda, vai para o centro e diz o próprio nome ou apelido, em entonações diferentes, no que é, em coro, acompanhado em igual entonação por todo o grupo.
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
2.1- Dizer às crianças que, ao ouvirem um sininho (ou outro sinal), se sentem em silêncio na rodinha.
2.2- Colocar música suave. Orientar o relaxamento corporal e a respiração.
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
3.1- Dizer que estamos iniciando outra etapa de nossos encontros, em que a presença de cada um será indispensável para o crescimento do grupo.
3.2- Apresentar o anexo com o desenho de oito objetos. Pedir que cada participante escolha o objeto que mais o faria feliz se ganhasse agora, justificando a escolha se desejar. Anotar as escolhas feitas.
3.3- Perguntar:
– Alguém poderia ter todas essas coisas e não sentir-se feliz?– E poderia não tê-las e sentir-se feliz?
Incentivar os comentários do grupo.
4- ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1- Narrar a história: O PRÍNCIPE IRIEL
4.2- Estimular a curiosidade do grupo com a pergunta do final da história e ouvir as opiniões. Dizer que conhecerão esse final na próxima reunião.
5- ATIVIDADE CRIATIVA
5.1- Colocar em uma mesa grande material para desenho, recorte e colagem.
5.2- Pedir que cada um componha, através desses recursos, uma cena que represente: “O que eu mais gosto de fazer”.
5.3- Pedir que cada um fale sobre o que criou.
6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
Iniciar o grupo na prática de relaxamento e respiração. Usar fundo musical. Ao final, uma prece breve.
7- AUTO-AVALIAÇÃO
Pedir que cada um se expresse sobre o interesse que cada atividade despertou, e se a conduta individual e grupal favoreceram o trabalho realizado.

A TERRA DAS METADES


Mauro, deitado na sua cama (flanelogravura 1) olhava as nuvens através de janela do seu quarto.
Pareciam montinhos de algodão-doce que caminhavam lentamente pelo céu... (flanelogravuras 2 e 2a).
De repente, Mauro sentiu-se subindo, subindo e... as nuvens desapareceram (retirar flanelogravuras 1, 2 e 2a ).
Mauro olhou à sua volta (flanelogravura 3). Que coisa esquisita! As árvores eram grandes, mas parecia que faltava um pedaço delas (flanelogravura 4). O menino foi caminhando por uma rua. Passou um carro (flanelogravura 5). “Que carro esquisito!” pensou.
Pouco depois ouviu um grande barulho sobre sua cabeça. Que susto!
Mauro abaixou-se enquanto passava um avião (flanelogravura 6) tão baixo que parecia que ele ia cair. “Mas esse avião é diferente”... pensou.
Pela rua passaram dois meninos que iam para a escola (flanelogravuras 7 e 8). Foi quando Mauro descobriu o que havia de diferente naquele lugar. Observem e vejam se vocês também descobrem.
Isso mesmo! Só existia a metade das pessoas! E tudo era assim naquela lugar: só a metade!
Mauro foi andando até chegar a uma loja onde havia um espelho. Olhou-se e... que surpresa! Também ele mesmo só existia pela metade! (flanelogravura 9)
– Como pode acontecer isto? - gritou.
Mauro não pode mais andar como antes. Pulava num pé só. No começo achou engraçado, mas depois ficou muito cansado. Que falta lhe fazia a outra perna!... Resolveu atravessar a Ponte de Um Lado Só (flanelogravura 10). Mas faltava-lhe justamente o braço e a mão do lado da grade de proteção da ponte e ele não tinha onde se apoiar. Que fazer? Adivinhem o que ele fez (ouvir as crianças).
Virou-se de costas (flanelogravura 11) e foi pulando apoiado na grade (movimentar Mauro sobre a ponte) até chegar do outro lado (flanelogravura 12).
Mauro viu uma árvore carregada de frutos maduros (flanelogravura 13). Correu em direção a ela (movimentar a flanelogravura 12) mas, com um olho só, não percebia bem que estava tão perto e... tabum! Bateu nela e caiu desmaiado.
Quando acordou, Mauro estava... em sua caminha! (novamente a flanelogravura 1). Correu para o espelho e viu-se inteirinho, com seus dois olhos, os dois braços, os dois pés, tal como Deus o fez... (flanelogravura 14).
Tudo tinha sido apenas um sonho, mas ele compreendeu que todo o seu corpo é importante... e deve cuidar muito bem dele.


A MESMA DOR


Era um jovem de alma inquieta.
Não se conformava diante das dificuldades financeiras de sua família. Ansiava sair do bairro pobre onde morava, freqüentar festas, ter boas roupas...
Angustiado, queria obter tudo que desejava.
E, numa hora infeliz, conseguiu uma arma.
Oculto pelas sombras da noite, aproximou-se de um rapaz que, de volta da faculdade, entrava em seu carro. Exigiu-lhe que entregasse a carteira. Como o rapaz reagisse, o assaltante não hesitou em atirar e fugir rapidamente.

Fig. 1- 
A bala localizou-se de tal forma que, apesar de todos os recursos médicos, o rapaz ficou com as pernas paralisadas.
Uma vida inteira sensivelmente alterada.
O tempo passou e o criminoso nunca foi descoberto. A consciência acusava-o, entretanto.
Já homem maduro, começou a sentir terríveis dores nas pernas. Consultou médicos diversos.
Submeteu-se a tratamentos dolorosos.

Contudo não pôde evitar a doença progressiva e incurável, que lhe fez passar os vinte últimos anos de sua vida, com as pernas paralisadas, em uma cadeira de rodas.

O PRÍNCIPE IRIEL


Iriel era um pequeno príncipe que morava em um castelo cercado de jardins floridos e campos cobertos de uma relva muito verde. Gostava de passear montado em seu cavalo forte e manso, que parecia cuidar do seu dono tanto quanto faziam os empregados do castelo.
Fig.1
 Quando o pai de Iriel recebia no palácio visitas importantes, o menino participava da recepção, sentado em um pequeno trono, ao lado do rei, vestindo sua mais bela roupa.
E Iriel sentia-se poderoso e feliz!...

Fig.2-
Quando Iriel fazia aniversário, o rei e a rainha comemoravam com uma grande festa, que durava alguns dias. O príncipe ganhava belos presentes, roupas maravilhosas e seus baús transbordavam de moedas e ouro.
E Iriel sentia-se rico e feliz!...Um dia o povo não quis mais ser governado por um rei. Ele e sua família tiveram de deixar o palácio e foram viver em um país distante.

Fig 3-
 Iriel não morava mais em um castelo, mas em uma casa simples, igual a tantas outras.
Não tinha mais os jardins floridos, nem os campos de relva verde, nem o seu cavalo...
E Iriel sentia-se pobre e infeliz.
No dia de seu aniversario, Iriel não mais ganhava moedas de ouro, nem roupas bordadas...
E Iriel sentia-se esquecido e infeliz!



Fig 4- 
Todas as manhãs, Iriel cuidava da horta de sua casa, colhia os legumes e verduras para sua mãe preparar o almoço. Depois ia para a escola, onde estudava e cumpria suas tarefas ao lado de muitos colegas, mas sempre pensativo...

Fig 5- 

Certo dia, vendo a tristeza do rapazinho, um professor amigo chamou-o para conversar.
Muitas horas se passaram enquanto conversavam.
Quando se despediram, Iriel sorria de um modo diferente... estava tranqüilo e feliz.
Sabem por quê?
Ele descobriu que era rico, poderoso e feliz.
Mas... como?

Atenção: Na reunião seguinte deve ser apresentada a conclusão que consta no C.E.A. I-2-21

O LEÃO E O RATINHO



Há muito tempo, havia numa floresta um leão muito grande e feroz.
Num dia de inverno, em que o alimento estava bastante escasso, o leão acordou com muita fome. Mal o sol começou a aparecer, levantou-se e saiu para caçar. Andou por toda a floresta, mas nada achou que lhe servisse de alimento. Já de volta para a toca, o leão resolveu parar um pouco para descansar.Nisto, ouviu um ruído. Uma coisa pequena se movimentava. Que seria? Um ratinho!...

Fig. 1- Zás!... E num instante o animalzinho estava preso entre as patas do leão.
– Ai, seu Leão, que susto! Solte-me, por favor – gemeu o pobre bichinho.
– Soltar você? Por que soltar você, se estou morrendo de fome? Você vai ser o meu almoço, falou o leão.
Mas o ratinho insistiu, tremendo de medo:
– Não faça isso, seu leão, sou tão pequeno que nem matarei sua fome. Solte-me, por favor. Um dia, talvez eu ainda lhe seja útil... O leão deu uma risada de fazer medo e disse:
– Útil?!... Quem é você para ser útil ao mais poderoso dos animais? Ora, não seja bobo!... Vou comer você.

Fig. 2- Mas o ratinho tanto pediu, tanto suplicou, que o leão acabou ficando com pena e o soltou.
– O senhor é mesmo muito legal, seu Leão!
E o animalzinho assim dizendo com sua voz esganiçada, sumiu-se na floresta.
Muito tempo passou. Muitos invernos, quando os animais, tremendo de frio, procuravam suas tocas. Muitas primaveras, quando a floresta ficava linda e os animais, felizes. Mas, com o passar do tempo, o leão já não corria nem saltava como antigamente. Até para enxergar tinha muita dificuldade.
Certo dia, o leão caminhava vagarosamente, quando, ao passar perto de uma árvore... zás!... uma rede caiu sobre ele. Era uma armadilha! O leão rugia e esperneava, procurando livrar-se da terrível rede, mas nada conseguia. Estava mesmo bem preso. Nisto, ouviu um ruído. Procurou enxergar aquela “coisa” que se aproximava. Esforçou-se e rugiu forte, tentando amedrontar... Então, ouviu uma voz “esganiçada”:
– Que lhe aconteceu, seu Leão, o senhor está preso?
O leão respondeu resmungando:
– Não está vendo?... Quem é você?...
– Ora, seu Leão, o senhor não se lembra de mim... Eu sou o rato. Um dia o senhor me poupou a vida... Agora, vou libertá-lo dessa rede.
O leão ficou muito admirado, mas exclamou com desânimo:
– Oh, rato!... Como pode você, tão pequeno, me livrar dessas malhas horríveis?...
– Tenha paciência, seu Leão, tenha paciência... Eu livrarei o senhor.

Fig. 3- E, assim dizendo, começou a roer as malhas da rede, uma por uma.
Durante horas roeu até fazer um grande rombo para o leão passar.
– Está livre, seu Leão, está livre, pode sair.

Fig. 4- E sem esperar o “muito obrigado” do leão, fugiu depressa, pensando: “O leão está com muita fome!...”
Depois, sorriu satisfeito e falou:
– Estou muito contente!... Hoje é um dia muito feliz para mim!

A historinha de uma árvore

Numa noite de muito calor ouviu-se uma voz baixinha que vinha da terra.
- Estou seca... muito seca...preciso de água...

Fig 1
A nuvem que passava por ali ouviu e fez cair gotinhas de água da chuva.
- Que bom!... agora estou fresquinha!...

Fig 2
O vento manso passava nesse momento e trouxe uma sementinha que caiu na terra.
Logo a sementinha brotou e já com duas folhinhas, choramingou:
- Preciso de um pouquinho de calor para crescer.

Fig 3
Pela manhã o sol enviou seus raiozinhos de luz e calor para a plantinha-bebê.
E ela foi crescendo e botando folhas, crescendo e botando folhas...
Ai! Ui! esses bichinhos estão me destruindo. Socorro!

Fig 4
Logo apareceu o sapo, que foi desenrolando sua lingua bem grande e comeu todos aqueles bichinhos destruidores. A plantinha continuou a crescer feliz, sempre com a ajuda da terra , da chuva, do sol, e do sapo.
Era, agora, uma grande árvore.

Fig 5
Nela vieram morar alguns passarinhos, uma coruja e até um casal de morcegos.
Eles gostavam de comer os frutinhos dessa arvore.
Enquanto comiam, as sementinhas desses frutinhos caiam...

Fig 6
E o vento manso passava e espalhava a sementinhas pela terra
E ai... começou tudo de novo!