Precursores do Espiritismo

Loading...

terça-feira, 31 de março de 2015

EQUILIBRANDO FORÇAS



Material:  uma garrafa (ou recipiente com boca estreita), um rolo de barbante.
Cada um está com quatro metros de barbante na mão. É hora de formar uma grande roda. Cada um segura numa ponta do seu barbante e entrega a outra ponta para o educador que deverá estar no centro da roda. Depois de unir todas as pontas, ele dará um grande nó, colocando uma varetinha de churrasco no grande nó. Um garrafa será colocada no chão, no centro da grande roda.
Cada um segura o seu barbante esticado (mas sem puxar com força) e, “juntos” farão a vareta descer e entrar pelo gargalo da garrafa, mas sem caminhar para o centro da roda.
Tudo deve ser feito em silêncio, usando apenas o sentido de trabalho em grupo, concentrando os esforços num objetivo comum. Depois da primeira conquista, girar a roda para que possam tentar outra vez, agora de outro ângulo.

FIGURAS E SONS




Material: figuras em cartolina; instrumentos de bandinhas.
Recortar em cartolina um círculo, um triângulo, um quadrado e um retângulo. Em seguida tocar quatro instrumentos de bandinha como, por exemplo, tamborim, sino, pandeiro e pauzinhos, até que as crianças identifiquem bem os sons. Combinar a representação de cada instrumento por uma das figuras recortadas. Faça uma demonstração para que as crianças associem os sons às figuras. Em seguida, o educador esconde-se e toca uma seqüência de dois ou três sons enquanto uma criança previamente escolhida arruma no flanelógrafo as respectivas figuras. Depois, inverter a atividade: o educador apresenta a seqüência das figuras e a criança toca os respectivos instrumentos. Começar com apenas dois sons. Aumentar gradativamente a dificuldade, tocando os sons mais rapidamente.

ONDE ESTOU ?


Material: venda para os olhos.
Participantes em círculo. O educador venda os olhos de um, cuja tarefa será chamar uma pessoa e localizá-la. A um sinal, a posição dos participantes se altera e o que estiver com os olhos vendados   (no centro) chama um colega pelo nome. Este responderá e o que está no centro procurará localizar e tocar o colega. Este não deverá mudar de lugar. Se depois de três tentativas o jogador de olhos vendados não conseguir encontrar o colega chamado, o jogo continua com outro no centro do círculo

AS ATIVIDADES



 Para que as práticas educativas alcancem, de modo mais amplo, os nossos objetivos, propomos que em cada reunião se desenvolva um conjunto de experiências de aprendizagem com a ordenação apresentada no quadro I. O mesmo esquema pode também ser usado nas reuniões de adultos e idosos, adequando-se as atividades dinâmicas aos  interesses da faixa etária (exercícios de yoga, jogos de integração..)

  •  As atividades dinâmicas, ao início dos trabalhos, têm por objetivos:
-reunir e integrar o grupo de forma prazerosa;
-desenvolver habilidades psicomotoras;
-fortalecer atitudes de cooperação, respeito, decisão para superar  dificuldades etc.
Observação: Nas primeiras reuniões de grupo sugerimos realizar jogos de integração para melhor conhecimento dos participantes.
  •  As atividades  introdutórias devem estar relacionadas com o tema principal do encontro, predispondo, sensibilizando e, principalmente, facilitando a compreensão do que vai ser tratado. Podem ser as mais variadas: uma   demonstração, observação de gravuras, uma pequena lenda, um provérbio para reflexão etc.

  • As atividades reflexivas devem propiciar:
- observação e análise de uma situação imaginária ou da vida real, histórias, biografias etc.
- debates, questionamentos, em que o participante possa expor livremente sua opinião, sentimento ou dúvida.
- reflexão sobre as contribuições do grupo, sendo o papel do coordenador de ouvir, acatar (mas não necessariamente concordar), devolver questionamentos ao grupo e conduzir o raciocínio, para que cheguem a uma conclusão coerente com os objetivos da reunião.
  • As atividades criativas, tem por finalidade: estimular a expressão, de forma espontânea, dos conteúdos e sentimentos construídos. Não podemos deixar de estimular as atividades artísticas, através da música, dança, teatro ou artes plásticas. Na expressão artística cada um conecta com sua realidade íntima. É recurso de autoconhecimento e elevação.
Como nos diz Walter O. Alves, em “Práticas Pedagógicas na Evangelização”, “existem estados vibratórios ou sentimentos que o intelecto, por si só, não atinge.(...) A arte, contudo, nos permite atingir esses estados superiores, elevando nossa vibração. Importante que, depois de propostas as atividades, devem ter um mínimo de intervenção do educador para que cada um desenvolva sua capacidade criativa, seja no trabalho individual ou em grupo. Não deve haver, pois, comparações, a não ser em relação ao progresso do próprio indivíduo. Destaques só devem existir em relação ao esforço próprio.
Reconhece-se que, para Educação, o processo mental é mais importante que o produto. A criatividade é uma experiência vital no ser humano e, portanto, todos somos capazes de criar. Emmanuel afirma: “O Criador, ao criar a criatura, colocou o poder de criar”.
  •  Esta ordenação de atividades pode ser alterada, conforme a situação. Por exemplo, quando a atividade dinâmica (inicial) for relacionada ao assunto de tal forma que preencha a finalidade  da atividade introdutória, esta pode ser suprimida.
  •  Com os grupos infanto-juvenis não há necessidade de realizar todas as atividades num mesmo local. Pode-se dar, por exemplo, a atividade dinâmica no pátio e as demais em uma sala, ou à sombra de uma árvore, desde que haja as condições para o bem estar do grupo e o silêncio necessário aos momentos de recolhimento e de participação

  • O tempo total do encontro, pode durar de uma a duas horas. Não se tornará cansativo pela diversidade das atividades.Quando  houver   necessidade o  educador poderá destinar a reunião posterior para o desenvolvimento da atividade criativa.
Porém não se deve deixar de encerrar cada reunião com as atividades finais (harmonização e auto-avaliação). Dependendo do interesse, o tema poderá ser retornado ou até desdobrado em reuniões posteriores .

  •  Paralelamente aos encontros, programar atividades de cooperação na UPI ou na comunidade (nesse último caso sempre com a presença do educador), em outros dias da semana, sem prejuízo das atividades escolares. O educando, assim, pratica a solidariedade que aprende e beneficia-se da convivência de respeito e harmonia oferecida pelo educador e pelo ambiente da UPI, tendo a oportunidade de ajudar com os próprios recursos).
  •  A orientação para os momentos de harmonização e auto-avaliação vem detalhadas em capítulos seguintes.
“Estimular a dimensão espiritual do homem, anestesiada pelo pragmatismo  de nossa cultura, é o grande propósito da educação holística.”
(cardoso, clodoaldo m. - “A Canção da Inteireza”
 

QUADRO I - A REUNIÃO: TIPO, OBJETIVOS, ORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES


Momento
Tipo
Objetivos
Exemplos
Atividade Dinâmica
Integrar e desenvolver o grupo
Atividades dirigidas: jogos de integração, danças, músicas com expressão corporal, rodas cantadas, jogos recreativos, ioga, exercícios de linha, ginca-nas etc.
Harmonização
Relaxar, harmonizar e concentrar.
Música suave, relaxamento corporal, respiração ritma-da.
Atividade Introdutória
Predispor, sensibilizar e facilitar a compreensão do assunto.
Conversação, perguntas, demonstração, observação, projeção de imagens, dinâ-micas de grupo.
Atividade Reflexiva
Oferecer subsídios para analisar, debater, concluir, assumir compromisso com a prática.
Histórias, casos, situações–problemas e outras dinâmicas pedagógicas, análise de letras de músicas e de poesia, provérbios etc.
Atividade Criativa
Estimular a expressão do conhecimento refletido; favorecer emocionalmente a sua internalização.
Artes plásticas, artes cênicas, ritmo e som (criações coletivas ou indi-viduais)...
Harmonização Prece
Relaxar, visualizar, usufruir momento de paz interior, agradecer.
Música suave, relaxa-mento corporal, respiração ritmada, visualização,   prece.
Auto-Avaliação
Auto-avaliação oral do interesse pelo assunto/ atividade, das emoções sentidas e, nos grupos infanto-juvenis, da conduta durante os trabalhos.
  Técnicas de feedback

Ilustrações: A BUSCA DA VERDADE (4)

Fig 1



Fig 2



Fig 3

Tema Básico: A BUSCA DA VERDADE (4)


OBJETIVOS:
- Identificar a Verdade como autoconhecimento  e conhecimento das leis universais.
 
- Despertar o interesse para a busca das verdadeiras riquezas do Ser.

Realizar a dinâmica de integração:
JOGO DE NOVELO
Material: um novelo de lã ou barbante.
As pessoas ficam em pé, distribuídas  aleatoriamente na sala, mantendo uma certa distância entre si. Inicia-se jogando o novelo para um participante, que, então, se apresenta para o grupo. Após dar uma volta de lã/barbante em seu dedo indicador, o participante joga o novelo para outra pessoa, mantendo o fio esticado.  Quando a segunda pessoa se apresenta, enrola uma volta do novelo em seu dedo e joga-o para uma terceira pessoa, que repete o mesmo processo. O jogo prossegue até chegar ao último participante .  Ao final levá-los a observar que estão todos unidos por um fio; da mesma forma, a partir daquele momento, devem sentir-se unidos por um fio de cooperação, respeito e boa vontade, pois passaram a formar um grupo.  Sentam-se e o coordenador relembra os procedimentos para a convivência grupal. 

3.1- Dizer que estamos iniciando uma nova etapa de nossos encontros, em que a presença de cada um será indispensável para que se alcance bons resultados.
3.2- Através de exposição dialogada, apresentar as seguintes idéias:
  •  Conhecemos as pérolas que são fabricadas em máquinas e são usadas em colares, anéis, botões; mas as pérolas verdadeiras formam-se dentro de alguns tipos de ostras e são muito belas pois têm um brilho especial.  São consideradas verdadeiras jóias, de grande valor comercial. 
 Fig. 1- Quem deseja encontrá-las precisa usar roupa e equipamentos especiais, ter disposição para mergulhar, perseverança para procurar muito e coragem para enfrentar os perigos das profundezas dos mares.  Mas os que buscam, acham... 

 Fig. 2- Há outros que desejariam conseguir as pérolas verdadeiras, mas não passam da praia, limitando-se, apenas, a contemplar o mar, sem nenhuma disposição para enfrentar o esforço da procura.  E há também os que duvidam da existência das pérolas verdadeiras...
– Será que estes últimos acharão as pérolas?

4.1- Dizer que vamos aproveitar as pérolas para fazer uma reflexão.  Perguntar:
– Dizem que a Verdade é tão valiosa quanto uma pérola verdadeira. Então, conhecer a Verdade é algo muito valioso.  O que significa conhecer a verdade?
Observação: Em todas as reuniões, ouvir e aproveitar sempre a contribuição dos participantes para encaminhar a reflexão, lembrando que, em muitos casos, não haverá “resposta única”, pois, dependendo dos argumentos, haverá várias “verdades”: 
4.2- Ouvir as opiniões.  Apresentar o anexo 1, ler e pedir que reflitam sobre os conceitos.
    Conhecer a verdade é:
  •   descobrir o que somos, na essência, além desse corpo que um dia desaparecerá;
  •  saber por que estamos no mundo e para onde vamos;
  •   distinguir o bem do mal em nossas vidas;
  •   descobrir as riquezas que temos em nós.
4.3- Continuar a reflexão:– Que qualidades tinha o mergulhador que saiu à procura das pérolas?
– Não são as mesmas qualidades que precisamos ter para buscar aquela Verdade?
  •  disposição para buscar;
  • coragem para mergulhar nas profundezas do ser;
  • perseverança até encontrarmos os tesouros que existem em nós, como sementinhas que esperam para germinar.

4.4- Fig. 3 - Dizer que há uma outra semelhança entre o mergulhador e os que vão em busca da Verdade:
  • O mergulhador veste uma roupa especial.
  • Os que buscam a Verdade devem despir as roupas dos medos, da preguiça, dos preconceitos, vestindo-se apenas com o amor pela Verdade.

4.5- Afirmar:
– Para conhecer o sabor de uma fruta, precisamos prová-la.  Para conhecer as riquezas que temos em nosso ser, precisamos também experimentar descobri-las. Temos muitas riquezas como, por exemplo, a paz íntima. Mas temos que buscá-la, para poder sentir o bem-estar que ela nos traz.

4.6- Dizer que será feita, em poucos minutos, uma primeira experiência: uma vivência de bem-estar.
Explicar ao grupo:
- o que é a visualização - sua aplicação e benefícios;
5- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
5.1- Vivenciar com o grupo a visualização “Ser onda do mar”, obedecendo previamente as etapas de relaxamento e respiração, conforme orientação descrita nos manuais citados no item 4.6. Utilizar fundo musical.
Feche os olhos e sinta que você está num sereno mar azul... sinta que você está flutuando numa onda desse mar... flutuando para cima e para baixo... para cima e para baixo... suavemente... com toda a segurança... Escute o som do mar... o ritmo das ondas... o céu muito azul... tudo calmo e tranqüilo... (2 minutos)
Agora o som está desaparecendo... e você está voltando com a onda... chegando à praia... Abra agora os olhos e sinta-se muito bem.
5.2- Prece de agradecimento (breve e dirigida somente a Deus ou a Jesus em respeito às crenças individuais).
6.1- Pedir que os participantes expressem como se sentiram antes e depois da visualização, concluindo que podemos sempre buscar esses estados de bem estar e paz.
6.2- Pedir também que avaliem a dinâmica de integração como o assunto tratado pode trazer algo de significativo em suas vidas.
Obs.: Não incluímos atividade criativa pela necessidade de utilizarmos mais tempo na preparação do grupo para a harmonização.

Anexo 1



domingo, 22 de março de 2015

Ilustração: Verdopólis








Verdópolis











Os Minerais


PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA








O PARALÍTICO DA PISCINA DE BETSAIDA










BIQUINHO VERMELHO CORRE O MUNDO




BURACO DO TATU


PIQUE-AJUDA DE DUPLA


O BISCOITÃO REDONDO



CORRIDA DE REVEZAMENTO


C0NTANDO HISTORIAS


sábado, 21 de março de 2015

TEMPO DE RESGATE

Fig. 1- D. Genoveva era poderosa fazendeira e senhora de muitos escravos no início do século XIX.
Certa tarde, porque desaparecera uma de suas jóias de estimação, reuniu os escravos que trabalhavam no interior da casa grande e ordenou com voz aterradora:
– Se o ladrão não for descoberto até a noite, todos vocês serão duramente castigados.
Todos conheciam a impiedade da poderosa senhora. Ninguém escapava dos seus acessos de raiva, nem os velhos, nem as crianças.
Apavorados, retiraram-se. Cochicharam entre si. Rememoraram fatos à procura de algum indício.
Poucos meses antes desse fato, havia sido comprada uma escrava, ainda jovem, para os serviços da cozinha. Quase não falava com ninguém porque tinha um filho pequenino, com quem se ocupava nos pouquíssimos momentos de descanso. Alguns escravos estranhavam a sua maneira de ser, tão silenciosa e afastada de todos, embora fosse indelicada.
Naquela tarde de aflição, três escravos procuraram D. Genoveva denunciando a jovem escrava como a mais provável autora do furto.

Fig. 2- D. Genoveva chamou o capataz e ordenou que lhe trouxesse a cozinheira. Acusou-a severamente. A jovem defendeu-se com humildade. Suplicou piedade; mas nada valeu diante da sentença da rica senhora: cem chicotadas até que revelasse onde escondeu a jóia.O capataz cumpriu a ordem recebida. A cada chicotada, a escrava instintivamente recuava.

Fig 3- Em certo momento tropeçou numa grande pedra, desequilibrou-se e caiu nas águas de caudaloso rio que atravessava a fazenda e onde eram habitualmente jogados os escravos que morriam. Em pouco tempo, desapareceu o corpo da infeliz, ficando impune, diante dos homens, mais este crime da escravidão.
* * *
Entretanto, para a Divina Justiça nada passa em vão.
Um dia D. Genoveva desencarnou e sofreu terrivelmente os remorsos da consciência. Via-se deformada, medonha... Dia  após dia, ano após ano...
Cansada de tanto sofrer, suplicou a Deus o esquecimento de seus atos do passado. E foi encaminhada para a nova encarnação.
Nasceu novamente, não mais na condição de pessoa poderosa e rica, mas em família humilde do nosso interior.
Seus pais morreram quando criança e Rebeca - essa era o seu novo nome - foi conduzida a uma casa de família onde, desde a adolescência, fazia os serviços domésticos. Mais tarde casou-se e recebeu no lar três filhinhos.
Certa noite, depois de retornar a sua casa, desabou violento temporal. As águas dos rios transbordaram invadindo muitas casas da região.
Rebeca e a família tentaram sair mas era impossível. Na sua aflição de mãe, desejando salvar os filhos, Rebeca tentou alcançar um pequeno bote guardado em local próximo.

Fig. 4- Repentinamente uma correnteza arrastou-a para longe e Rebeca, perdendo as forças, desapareceu na torrente de água e lama.Havia chegado o tempo de resgate do crime  cometido, quando Rebeca ainda era a poderosa Sinhá Genoveva.


XOM-XOM, O APRENDIZ DE PALHAÇO



Xom-Xom era o apelido de um menino de seis anos que, por qualquer coisa, desanimava.
*
Fig.1- Quando foi para a escola, não queria se separar de sua mãe. Chorava, chorava, e não ficava na escola.

Fig.2- Quando cresceu mais um pouco e brincava com os amiguinhos, ficava desanimado na hora de guardar os brinquedos...

Fig.3- Xom-Xom gostou de aprender a ler. Mas, escrever!... dava muito trabalho, dizia.
Enquanto isso, seus colegas já estavam escrevendo no caderno e com uma letra bem bonita!

Fig.4- Mas um dia muitas carroças de um circo chegaram à cidade onde o menino morava.
Armaram o circo e começaram a preparar o espetáculo da inauguração.
Xom-Xom todas as tardes ia ver os ensaios. E observava com atenção o palhacinho Curumim, neto do dono do circo.
Ele andava com as mãos, de pernas para o ar, dava cambalhotas e até caminhava sobre uma corda, sem cair.
Um dia XomXom tomou coragem e perguntou a Curumim se era muito difícil conseguir fazer aquelas coisas.
O palhacinho disse que no começo era muito difícil mas, tendo vontade forte, tudo se aprendia .
Depois da conversa, Curumim pediu ao avô para também treinar o novo amigo Xom-Xom.
O dono do circo aceitou, desde que os pais do menino permitissem.
Tudo combinado, Xom-Xom começou os ensaios. No começo tudo era difícil. Os dias iam passando e tudo pareceu mais fácil. Quando Xom-Xom errava, repetia o exercício até acertar.

Fig. 5- No dia da inauguração do circo, dois palhacinhos quase do mesmo tamanho entraram vestidos iguaizinhos. Fizeram muitas piruetas e brincadeiras. Xom-Xom só não tinha aprendido a andar na corda, mas sabia que, mais tarde, com o treino, poderia aprender. Os palhacinhos receberam muitas e muitas palmas.
Os colegas de Xom-Xom quase não acreditaram.
Como Xom-Xom se tornou tão corajoso? Como ele havia mudado tanto?
E desde aquele dia Xom-Xom teve coragem para vencer qualquer dificuldade.

O LIVRO DE PEDRINHO




Pedrinho já sabe ler.Ele fez sete anos e ganhou um livro muito interessante da sua tia.Todos os dias Pedrinho lê o livro para sua irmãzinha.Vocês também vão conhecer o livro de Pedrinho.

Fig.1- Existem coisas de que eu gosto:
• Tomar sorvete.• Brincar com meus amigos.• Ler um bonito livro de história.• Dar milho às galinhas.

Fig.2- Existem coisas de que eu não gosto:
• Ir para a escola num dia de chuva.• Comer um prato cheio de berinjela.• Ver a mamãe nervosa.• Não comprar um brinquedo porque mamãe não tem dinheiro.

Fig.3- Das coisas de que eu não gosto, algumas eu não posso mudar:
• Mesmo com chuva, eu tenho de ir para a escola.• Não comprar um brinquedo porque mamãe não tem dinheiro.

Fig.4- Das coisas de que eu não gosto, algumas eu posso mudar um pouco:
• Comer só um pouquinho de berinjela porque faz bem à saúde.• Não desobedecer a mamãe e ela não ficará nervosa comigo.

Anexo 1- Quando eu não posso mudar uma situação, posso escolher:
• Gritar, como um menino bobo.• Pensar numa boa solução, sem chorar, nem reclamar, como faz um menino inteligente e que sabe ser...

NÉIA E SEUS SAPATINHOS

 

Fig. 1- Néia é um bichinho com quase cem pezinhos. É uma centopéia que gosta de viver entre as pedras de um jardim muito grande.
Néia vive feliz caçando os insetos que aparecem.
Quando alguém a assusta, enrola-se todinha e fica horas e horas quieta até o perigo passar.
Certa vez, todos os bichinhos que moram no jardim resolveram dar uma festa.
Estava chegando a primavera e eles queriam escolher a “Rainha da Primavera”.
Não precisava ser o bichinho mais bonito, mas sim o que se apresentasse de forma diferente, e elegante. E teria de ser surpresa!
E convidaram Néia para ser uma das candidatas.

Fig. 2- A partir daquele dia, foi um alvoroço no jardim.
De noite, enquanto todos dormiam, os animaizinhos trocavam idéias, planejavam as atividades e faziam os preparativos.
Mas todos guardavam algum segredo, que seria a surpresa do dia.
Néia pensou na roupa e nos sapatos com que se apresentaria.
E a dificuldade que teria, com cem pés, para conseguir cem sapatinhos iguais.
Será que conseguiria?

Fig. 3- Todas as amigas de Néia ofereceram-se para colaborar. Trabalharam bem depressa. Uma semana depois, Néia tinha um sapatinho de crochê com cordão de amarrar para cada pé! E com saltinho de moça!

Fig. 4- No dia da festa, enquanto todos os bichinhos ainda dormiam, Néia já começava a preparar-se. Imaginem que teria que calçar e amarrar quase cem sapatinhos! E agora não podia mais pedir ajuda às amigas porque tinha o compromisso de fazer surpresa.
Néia começou a calçar-se: o primeiro pé, o segundo pé... e assim foi continuando. O tempo passou ligeiro. A festa já tinha começado e Néia continuava pacientemente calçando seus sapatinhos.
O desfile das candidatas também já estava começando... e Néia ainda faltava calçar os últimos sapatos...
Néia não desanimou, porque era mesmo muito paciente!...

Fig. 5- A última a desfilar foi Néia, que aparece mais bonita do que nunca!
– Oh! Como está diferente e elegante! – falaram todos quase ao mesmo tempo.
– Calçar quase cem sapatinhos? Que paciência para amarrar todos eles! – falaram eles.
No final do desfile foi anunciado o nome da vencedora.
Imaginem quem foi?
Isto mesmo! Néia! Ela ganhou uma cesta de flores com um cartão: “Parabéns à Rainha da Primavera” e uma caixa com cem bombons, que Néia dividiu com as amigas que a ajudaram a fazer os seus sapatinhos.

O MACACO PERALTA


Fig. 1- No bosque de um grande parque viviam muitos macaquinhos
Um deles sempre chamava atenção dos que passavam por ali porque era irriquieto, pulava ligeirinho de galho em galho, dava adeus às pessoas e - o mais incrível - dava grandes cambalhotas com um coco ou uma banana na mão, pendurando-se na árvore somente pelo rabo. E ainda ficava, muitas vezes, pendurado e saboreando a banana...

Fig. 2- Um dia, Peralta brincava com outro macaquinho fazendo um côco verde de bola.
De repente os dois começaram a brigar.

Fig. 3- Peralta dominou o outro e, usando o côco, machucou tanto o rabinho do companheiro, que, dias depois, este morreu de infecção.
Peralta viveu ainda alguns anos. Depois também morreu. E tornou a nascer outra vez.

Fig. 4- Era, agora, um macaquinho bebê, mas diferente dos irmãozinhos.
Ele nasceu sem o rabinho. Você sabe porquê? (Ouvir as crianças).
Isto mesmo! Nós sofremos o que fazemos o outro sofrer!
No seu novo corpo, o macaco aprendeu a falta que lhe fazia a cauda.
Para alguns macacos, ela serve como uma terceira mão, muito útil para quem vive nos galhos de uma árvore.
Assim o macaquinho, que não podia mais fazer tudo o que fazia antes, quando era o Peralta, aprendeu a não machucar mais ninguém.

OS AMIGOS INVISÍVEIS

 

Fig. 1- Paulo e Sílvia eram vizinhos e amigos.
Gostavam de brincar no quintal da casa da Silvia, fazendo túneis e lindos castelos na areia.
Paulo e Sílvia tinham um segredo: de vez em quando conversavam com dois amigos invisíveis, um moço e uma moça.

Fig. 2- Esses amigos eram invisíveis só para os outros, mas não para Paulo e Sílvia, com quem eles conversavam alegremente.

Fig. 3- Um dia Paulo deitou-se para dormir e, pouco depois, sentiu que subia, atravessava o teto e flutuava como um balão de gás.
Olhou para baixo e viu seu corpo na cama.
Pensou: “Ué! Como posso estar aqui e lá na cama?”
Paulo desejou estar com Sílvia naquele momento.
Mal pensou, viu-se no quarto da amiga, que também dormia na sua caminha.

Fig. 4- Paulo segurou-a pela mão e o mesmo aconteceu: Silvia subiu, atravessou o teto, também flutuando como um balão e, em pouco tempo, os dois voavam juntos enquanto seus corpos ficavam na cama.

Fig. 5- Mas eles não estavam sós. Os amigos invisíveis estavam com eles e os levaram para visitar um lugar com lindos jardins, onde brincaram muito. Em certo momento, a moça mostrou as estrelas que brilhavam no céu e falou:
– Deus criou aqueles e outros mundos. Ele está neles; também está no nosso mundo e dentro de cada um de nós.
Os meninos acharam estranho Deus estar dentro de nós, mas sabiam que aqueles amigos nunca mentiam. Eles disseram mais:
– Cada um de nós nasceu para ser bom e ajudar o mundo em que vive. Só que Deus deixa cada um escolher o modo de ajudar. Mas uma coisa acontece sempre: quem faz o bem, atrai amigos bondosos que o protegem.
– São amigos invisíveis como vocês? Perguntou Paulo.
– Sim, porque são Espíritos, sem um corpo igual ao de vocês.
– E quem não quer ser bom? Perguntou Sílvia.
– Esses atraem Espíritos que também não são bondosos e que até trazem perturbação.
As crianças ouviram com atenção e gostariam de continuar a conversar, mas foram avisadas que já era hora de voltar. A jovem amiga ainda falou:
  – Quando vocês acordarem lembrarão do nosso encontro como um sonho bom. Vão se sentir tranqüilos e felizes. Lembrem-se de que não devem brigar nem ofender ninguém para que possamos continuar juntos.
Todos abraçaram-se com amor. As crianças voltaram para seus quartos e, logo depois, acordaram. Sentiam-se felizes lembrando, como num sonho, do bonito passeio que deram com os amigos invisíveis.

(inspirado no enredo do livro “a revelação do segredo”, de elizabeth kübler-ross, ed.  record.)

Ilustração : A VIDA DE MARIA

















A VIDA DE MARIA

Fig. 1A história da vida de Maria é a história da vida de muitas pessoas.
Recostada numa cadeira de hospital, depois de uma operação de coração, Maria repassava na memória os principais acontecimentos de sua vida.
Fora uma criança insatisfeita. Não aceitava as dificuldades da família e sempre estava a solicitar mais do que sua mãe podia oferecer-lhe como modesta costureira que era. Não aceitava também a disciplina do estudo, que bem cedo deixou.
Quando jovem sonhou muito e colecionou várias desilusões. Maria, entretanto, não admitia ser contrariada em seus desejos, mas não conseguia a calma para conquistar, com seu esforço e disciplina, melhores condições de vida.

Fig. 2Muitos foram os empregos por que passou. E deles sempre se afastava, culpando a todos. Às vezes, era o patrão intratável; outras vezes, a dona de casa exigente; ou a inveja dos colegas, que a perturbava... Maria nada suportava, mas só não percebia os próprios erros. Era a eterna insatisfeita e revoltada.
Certa vez em que estava desempregada, Maria sem ter o que comer, saiu andando sem rumo pela rua, à espera, talvez, de que alguma coisa de bom acontecesse. Em uma esquina achou uma nota de dinheiro. Ao apanhá-la, viu que faltava quase metade da nota! Não teria valor.

Fig. 3Maria, sempre na sua impaciência, rasgou a nota em pedacinhos, xingou, rogou praga, afirmou que Deus, se existia, não era Pai... Continuou a andar, sentindo uma revolta cada vez maior, que lhe trazia tonteira e um grande mal estar. Parou  por  uns  momentos  e  seus  olhos  viram  no chão  outra  nota. Abaixou-se.  Pegou-a. Era o outro pedaço da nota que havia achado. E era uma nota de cinqüenta reais, mais do que suficiente para amenizar a sua fome!
Maria, chocada, caiu ali na calçada e, ao acordar, estava em um hospital público, onde foi submetida a uma cirurgia de emergência.
A recuperação de Maria estava sendo demorada, porém bastante útil para que ela pudesse refletir sobre as causas das infelicidades que marcaram sua vida.

Tema : PACIÊNCIA - 4

OBJETIVO:
Reconhecer que a paciência é uma atitude que revela compreensão das dificuldades do próximo, gerando paz íntima e favorecendo o convívio humano.


Propor ao grupo sentar-se em silêncio e fechar os olhos, procurando perceber e identificar os sons do  ambiente. Depois de algum tempo, o grupo fala sobre os sons percebidos.
4.1- Perguntar:
– Se não estivéssemos em silêncio e com os olhos fechados para evitar distrações, será que teríamos percebido todos esses sons?
4.2- Ouvir o grupo e ressaltar que:
Ü Para percebermos bem qualquer situação de nossa vida, também precisamos fazer um silêncio  interior e “ouvirmos” o que acontece conosco; perceberemos melhor nossas dificuldades ou      fraquezas, acertos e erros.
Ü Quando saímos reagindo, brigando, fazendo barulho, deixamos de analisar corretamente os problemas e complicamo-nos ainda mais, ficando, às vezes, como que totalmente enrolados  numa rede de fios.
4.3- Narrar a história: A VIDA DE MARIA.
4.4- Analisar a história com o grupo:
– Vocês conhecem histórias de vida parecidas com a dessa Maria?
– Qual a dificuldade que Maria revelou desde criança?
– Será que em todos os empregos por que passou, as dificuldades e erros eram sempre dos outros?
– O gênio difícil e impaciente de Maria contribuiu para sua doença?
– Ainda que convivamos com pessoas difíceis, podemos melhorar a situação? Como?
– Quando sentimos compaixão pelas criaturas angustiadas, infelizes, perturbadas, passamos a ter mais paciência com elas? E isso nos faz mais calmos?
4.5- A partir das contribuições do grupo, concluir, comentando os conceitos que considerar mais adequados:
Ü A insatisfação, que traz revolta e impaciência, sempre complica a nossa existência: gera desentendimentos, injustiça com os filhos... (anexo 1)Ü As mães que são mais pacientes, com o seu exemplo, dão os filhos mais equilíbrio e tranqüilidade,  e tornam o lar mais harmonioso (anexo 2).Ü Quem sempre reage com agressividade, ainda que só em palavras ou em pensamento, vai destruindo a saúde, passando a ter doenças diversas. Quem já não ouviu alguém dizer:– “Minha pele coça desesperadamente sempre que fico nervosa... (A pele reflete nossas emoções)– “Fulano irritou-se e ficou vermelho como um pimentão... (A irritação traz distúrbios circulatórios, elevação da pressão arterial, podendo causar danos mais graves).
Ü Quando o orgulho não deixa reconhecer nossos erros, costumamos jogar a culpa nos outros.     Assim, continuamos com o orgulho, com agressividade, que, a cada dia, vão-nos conduzindo a dificuldades crescentes, às vezes até a loucura ou ao suicídio.Ü Ao contrário, quando fazemos uma reflexão honesta sobre nossas dificuldades e, principalmente se nos ajudamos com a oração, que tudo clareia, encontramos o caminho e as forças para a conquista da paz íntima (anexo 3).Ü Ser paciente não é concordar nem acobertar erros.Ü Mesmo aqueles que trabalham sob o comando de pessoas difíceis, poderão manter-se em paz, aproveitando a oportunidade de crescimento espiritual.
4.6- Discutir com o grupo meios práticos de desenvolver a paciência nas situações desafiadoras (anexo 4):
Como agir?
• Harmonizar-se interiormente; unir-se a Deus pelo pensamento.
• Dar um tempo (para superar as primeiras emoções) e analisar o problema de forma objetiva, sem desespero.
• Buscar soluções e as possíveis conseqüências de cada uma.
• Expressar seus sentimentos em paz, com serenidade, e sem ferir.
4.7- Refletir sobre o seguinte ensino do apóstolo Tiago (anexo 5):
   “... mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se  irar. Porque a ira  do homem não opera a vontade de Deus.”
Tiago(1: 19 e 20)  
5.1- Colocar, sobre mesa ou chão, um pote (de preferência baixo e largo) com areia, galhos, folhas e favas secas, que possibilitem um arranjo agradável. Propor a confecção, em grupo, desse arranjo. Cada um acrescenta o elemento que desejar e, ao final, o grupo avalia o resultado.
5.2- Refletir que, ainda quando nos sentirmos “secos”, como o material usado, pelas muitas lutas e dissabores, podemos “rearrumar” nossa vida com os materiais de que dispomos, imprimindo-lhe beleza, trabalho no bem e esperança.
6.1- Da forma habitual, visualizando uma cascata cujas águas lavam nossas aflições, nossos desencantos e deixando-nos leves, em paz e confiantes.
6.2- Meditar:
Deus é a fonte da minha paz . Unido a Ele serei sempre paciente.



Ilustrações: O LEITE DERRAMADO

Fig 1

Fig 2

Fig 3

Fig 4